segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pedaços ao chão

Ela olhou, não viu ninguém. Decidiu seguir.
Quando finalmente estava disposta a se (re)erguer do tombo que havia levado, uma voz - aquela incessante e perturbadora voz - gritou: - É muito melhor do que você jamais será! E, lutando contra seus desejos, ela voltou para o chão.Solitário,frio...
E por três longos anos se calou, ao perder as forças para combater aquela voz que não parava de gritar e falar e reclamar e se apoderar dela.
E eis que finalmente seu coração indefeso se cansou de tanto recuar e permanecer naquele chão gelado; Ela olhou, não viu ninguém. Decidiu seguir, novamente.
E quando, finalmente, se deu conta de que não ouvia nem ao menos um sussurro daquela voz, quando percebeu que, de fato, estava de pé, viu que nesses 3 anos a única voz ecoando dentro de sua mente era a sua - seu medo covarde que a impedia de se enxergar: linda, única.
Chorou, não pelo tombo ou pelo silêncio que reinava em sua mente, mas pelo tempo que em que se fez prisioneira de si.
E depois do desespero, veio a paz.

Pegou o resto dos pedaços que ali estavam e se reconstruiu.
Mais forte.Mais viva!

Nenhum comentário:

Postar um comentário